terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FÉ !!!


É fácil aceitar no coração a crença em algo e viver dentro de uma perspectiva de espera, mesmo não enxergando qualquer indício de que realmente possa acontecer? Cristo por meio da sua graça infinita e de seu amor incondicional nos convida a vivermos assim, somos desafiados a plantar a semente da fé para no futuro colher os frutos das conquistas reveladas por Deus ao nosso coração.
Quem disse que seria fácil? “... o Reino dos céus é tomado a força, e os que usam de força se apoderam dele” MT. 11.12
 

Todos os dias somos desafiados a nos achegarmos cada vez mais perto Deus, e por Ele somos moldados a ponto de estarmos aptos a cumprirmos seus propósitos. Ser moldado faz parte do processo para aprendermos a avançar cada vez mais. Mas e quando não sabemos para onde ir? E quando parece que as respostas não são tão claras e objetivas? A vontade geral de Deus sobre nossa vida é expressa em toda sua Palavra, por meio de nossa crença nela seremos levados a entendermos a vontade específica para cada um de nós. “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” II TIM 3.16

Muitas vezes para realizarmos algo, ou para acreditarmos em algo colocamos a condição “eu farei..., ou acreditarei somente “se”"... Entre nós e Deus não pode haver a condição “se”. Seria bem conveniente para nós se Deus corresse a nos responder sempre de bandeja nossos pedidos de sinais grandiosos, com isso que benefício haveria para nós?... como disse o pastor: diante de uma situação como essa Deus quer que cresçamos, nós não temos que saber as repostas antes da hora, não temos que saber muitos por quês.
 

Deus quer que vivemos pela graça e a graça nos ensina a andarmos por fé. Ele diz: Se eu disser você não vai aprender a andar em fé, não vai aprender a confiar em mim! “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Rom. 1. 17

Se soubermos todas repostas não saberemos andar por fé... Com todo nosso coração. Não alcançaremos a maturidade que Deus tanto deseja para nós, não nos entregaremos totalmente aos seus cuidados e não soltaremos toda nossa vida em suas mãos.
 

Quando nos desafiamos a vivermos em fé experimentamos a graça de Deus sobre nós a todo instante, não serão sinais estrondosos e radicais... Mas na leve brisa, nas pequenas coisas, na palavra de um irmão, um versículo que nos vêm à mente, uma canção que de repente toca, uma situação que acontece... Deus está nos guiando... Em fé. Não devemos ter apenas a esperança, temos que ter a fé que torna a esperança viva...Não é uma fé sem propósito, senão vira puro otimismo, mas é uma fé baseada em algo real que á a Palavra de Deus, esta é a base de nossa fé! É crer como a Palavra diz e pronto!

Não se esqueça: Deus nos vê através do nosso futuro e não através do nosso passado!
Deus nos abençoe,

FÉ SEM OBRAS OU OBRAS SEM FÉ?

 
A Preocupação de Tiago em escrever sobre esse assunto residia no fato de o Cristianismo estar se tornando, para alguns, um mero sentimento, apenas emoção. Isso também está ocorrendo em nossos dias: o mais importante é sentir, experimentar sensações e fazer afirmações de fé.
             
Você já ouviu falar num teólogo alemão, chamado Dietrich Bonhoeffer? Ele desenvolveu o conceito de “graça barata”, ou seja, um Deus bonachão, tipo Papai Noel, que só faz oferecimentos, deseja todo mundo feliz, risonho, sem que quaisquer exigências sejam feitas. Pensar num Cristianismo sem ação, sem frutos, sem provocar efeitos no mundo é “baratear” a graça de Deus! 
            
 Tiago insiste na necessidade de se viver a Palavra de Deus. E mostra, então, dois tipos de fé: uma útil e uma inútil. Quais são os dois personagens do AT que ele usa como exemplos?
            
Vamos iniciar pensando na fé inútil. Leia os versículos 14 a 20.  Tiago nos mostra que amor implica em prestação de auxílio, ação. Não adianta dizer “que Deus o abençoe” e nada fazer para auxiliar, estando em nosso alcance fazê-lo. Ajudar os necessitados da Igreja não é algo para Deus fazer. É para os próprios crentes fazerem! Não se trata também de auxiliar os outros para subornar Deus comprando seu perdão. É o contrário: Quem provou o amor de Deus deve ajudar seu irmão.
              
 Agora, atente para os versículos 18 e 19. Eles tratam de uma questão preciosa no judaísmo: a unicidade de Deus. Mas Tiago apela: “até os demônios crêem e tremem de medo”.  Veja em Lucas 8 como o endemoninhado gadareno se dirige a Jesus: 
 
Pois bem, crer na unicidade de Deus e aceitar que Jesus é Seu Filho é uma profissão de fé assumida até pelos demônios. Logo, não nos resta outra opção a não ser conhecer e praticar a fé autêntica (leia os vs. 21 a 26).
           
 Aparentemente são dois exemplos opostos: o pai da fé e uma meretriz. O que fez cada um deles?
             
Em Gênesis 12 a 22 lemos as incríveis provas pelas quais Abraão passou, tendo que deixar sua terra e até quase sacrificar seu único filho. Paulo, na sua epístola aos Romanos, capítulo 4, nos diz que Abraão foi justificado pela fé. Não há nenhuma contradição em Tiago quando este diz que a fé de Abraão se tornou perfeita por meio das ações, ou seja: as obras de Abraão aperfeiçoaram sua fé.
  
E Raabe? Lembra-se do que ela fez? Leia Josué 2. Ela escondeu os espiões hebreus que foram enviados a Jericó. Foi então sua obra que a salvou? Não! Sua obra foi conseqüência da sua fé. Eis a declaração de fé dela em Josué 2:11.
             
Raabe creu em Deus, na sua unicidade, no seu poder, por isso AGIU




LIBERDADE !!!

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:36.

SOMOS REALMENTE LIVRES? QUE LIBERDADE É ESSA? E PORQUE OS HOMENS CONTINUAM COLOCANDO EM NOSSOS OMBROS ESSE JUGO PESADO?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A BONDADE



A BONDADE
(Gálatas 5.16-25 )

Durante sua obra criativa, Deus fazia admiráveis pausas nas quais refletia sobre o que fizera. Diz a Bíblia que Ele classificou cada obra sua como boa. O resultado de Sua ação lhe proporcionava uma satisfação estética.
A palavra bondade na Bíblia se aplica àquilo que proporciona satisfação estética ou moral. No hebraico, a palavra para expressar este conceito é tobh, literalmente "agradável", "alegre". No grego, há duas palavras para traduzir essa idéia: a primeira é agathos (bom), que é o termo usado por Paulo para indicar o fruto espiritual da bondade; a segunda é kalos (belo), que tem a ver com harmonia.
Bondade, portanto, tem uma dimensão ética e uma dimensão estética. Na dimensão ética, significa viver de acordo com padrões elevados. Na dimensão estética, pode ser entendida como beleza interior.
A vida cristã é aquela vivida no Espírito Santo. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa.


A BONDADE DE DEUS
O salmo 33.5 diz que a terra está cheia da bondade de Deus. Esta bondade está presente na Sua criação.

O universo reflete a bondade de Deus. Eu gosto de ler as páginas sobre ciência nos jornais e revistas. Um dos temas que me fascina é a idade do cosmos. A cada dia aparece uma teoria nova, dando alguns bilhões a mais ou a menos para o nosso mundo. A sabedoria bíblica fala que tudo começou "no princípio". Os astrônomos querem datá-lo. Por isto, de vez em quando eles fotografam alguma estrela nascendo. É fascinante saber que ela está onde está há alguns bilhões de anos, mas só agora conseguimos fotografá-la porque só agora a sua luz pôde ser captada por algum telescópio gigante espionando o cosmos. Nós sabemos pouco sobre o cosmos, mas o pouco que sabemos mostra que nele está presente a bondade de Deus, bondade ordenadora, bondade harmonizadora.
O ser humano reflete a bondade de Deus. Alguns biólogos têm procurado uma explicação para a natureza humana. Contra a corrente dos que acham que os genes são egoístas, Matt Ridley escreveu um livro para mostrar um paradoxo: os genes, embora egoístas, são solidários para que possam sobreviver. O debate entre esses autores apenas confirma que a biologia não pode explicar a natureza humana, senão parcialmente. Recentemente, o mundo assistiu a frustração dos geneticistas encarregados de mapear os genomas humanos; sua conclusão foi patética: ainda não dá para entender a natureza humana. Nós sabemos pouco sobre a natureza humana, mas o pouco que sabemos mostra que nela está presente a bondade de Deus, bondade que injeta no homem o desejo de ser bom.
É por isto que o Espírito Santo produz bondade. Ele produz algo que a natureza humana deseja, mas não consegue produzir por si só. Deus, portanto, está presente no desejo do bem e está presente na capacitação para a prática deste bem.
Este desejo humano é uma decorrência da bondade de Deus. A Bíblia afirma a sua bondade como algo que dura para sempre (Salmos 106.1; 107.1; 118.1; 136.1; Jeremias 33.11). Diz mais ainda a Bíblia, agora pela boca do Filho Jesus Cristo, que só Deus é bom (Marcos 10.18; cf. Lucas 18.19)
Só produzimos o bem pela presença do Espírito conosco. Fora dEle, nossa inclinação é para o caos, não para a beleza; é para a maldade, não para a bondade. O caos e a maldade são naturais; a beleza e a bondade são espirituais.
Estamos sendo naturais ou espirituais?


A BONDADE HUMANA
O apóstolo Paulo apresenta três sinônimos para fruto do Espírito que guardam relação muito próxima entre si. Conquanto todas sejam produções do Espírito em nós e por nosso intermédio, são expressões com sentidos complementares mas distintos. São elas: amor, benignidade e bondade.
O amor é um sentimento a ser aprendido e que se caracteriza pela entrega incondicional sem espera pelo troco.
A benignidade é a qualidade que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença; tem a ver, portanto, com empatia e simpatia.
A bondade é uma virtude interior que inunda todas ações. A mais perfeita ilustração bíblica para a bondade é a parábola contada por Jesus acerca de um homem caído. Por ele passaram várias pessoas, entre elas duas que não eram boas. No interior deles não havia nada que as impelisse em direção àquele viajante caído e abandonado. Por ele, no entanto, passou uma pessoa boa. Sua bondade abafou-lhe a lógica, segundo a qual a imprudência daquele merecia ser punida como fora. Sua bondade libertou-lhe do medo das conseqüências e dos custos do seu gesto. Sua bondade livrou-lhe do sentimento de impotência diante de um quadro tão grave. Sua bondade falou mais alto que seus afazeres e seus compromissos. Os dois viajantes deram o que tinham para dar: nada, porque não eram bons. O terceiro viajante deu o que tinha para dar:
Há muitos crentes se comportando como os dois primeiros viajantes. Há muitos crentes que tocam suas vidas num plano apenas natural, sem produzir o fruto espiritual da bondade. Crente cansado de ser bom é crente que abafou o Espírito Santo na sua vida.
Ao contrário, a bondade deve estar presente nos Seus filhos. Nossa tarefa, como seres habitados pelo Espírito Santo, é encher a terra de bondade. Se não o fizermos, o mundo não terá como ver a bondade de Deus.


A MATRIZ DE NOSSA BONDADE
Pelo Espírito Santo, podemos produzir bondade, embora não sejams bons.

1. Produzimos bondade quando reconhecemos a bondade de Deus, que nele significa perfeição absoluta e generosidade completa. Este reconhecimento implica que este é o padrão que buscamos para nós mesmos. Se queremos produzir bondade, precisamos meditar na bondade de Deus. O nosso louvor deve ser parte desta contemplação. Quando exaltamos a Deus, contemplamos a Sua bondade. Diante dela, eis o que nos cabe fazer: meditar nela, esperando que ela nos penetre.
2. Produzimos bondade quando reconhecemos que a bondade Deus nos alcançou e nos alcança. Quando achamos que somos o que somos porque somos esforçados, não produzimos bondade. Ao contrário, quando nos lembramos que é a bondade de Deus que permite que estejamos vivos e ativos (Lamentações 3.22), nosso compromisso muda. Quando recordamos que Ele nunca se cansou de nós, nem se cansa de nós, nossa disposição muda.
3. Produzimos bondade quando deixamos de nos considerar os crentes-padrões. A nosso respeito, o apóstolo Paulo traça um retrato arrasador. Eu tomo o que ele escreveu sobre os judeus, porque se aplica completamente aos cristãos:
Se, porém, tu, que tens por sobrenome cristãos; repousas no evangelho; te glórias em Deus; conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído no evangelho; estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo no evangelho a forma da sabedoria e da verdade; porque (....) não te ensinas a ti mesmo? Por que tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Por que dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Por qe abominas os ídolos e lhes roubas os templos? Por que tu, que te glórias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? (Romanos 2.17-23)
O moralista tem dois pesos: um para si mesmo, brandíssimo, e outro para o próximo: severíssimo. O moralista produz justiça para os outros, nunca bondade, a não ser para si mesmo; bondade para si mesmo não é bondade, é auto-indulgência.

4. Produzimos bondade quando temos interesse em perfumar a terra com ela. Podemos pensar as nossas vidas como sendo frascos de perfume. Enquanto o perfume está fechado, não passa de um frasco de perfume. Ninguém sabe qual é o seu cheiro. Às vezes, o frasco é lindo. Às vezes, a marca é charmosa. Há muitos cristãos-frascos. Precisamos ser cristãos-perfumes.
Quando queremos perfumar a terra, nós nos desencapsulamos, nós nos desenfrascamos. É assim que damos o fruto da bondade. Se nos contentamos em ficar fechados em nós mesmos, não produzimos bondade.


Aqueles que vivem pelo Espírito devem encher a terra de bondade, de modo que o mundo veja a bondade de Deus.
De que estamos enchendo a terra?
Esperemos que de bondade. É dela que o mundo precisa. É ela que Deus espera de nós.


sábado, 23 de outubro de 2010

Silas Malafaia para Edir Macedo

O vídeo-resposta do pastor Silas Malafaia a Edir Macedo, o líder religioso da Assembleia de Deus Vitória em Cristo acusa o  bispo da Igreja Universal do Reino de Deus de receber "milhões do governo", alegando que ele foi "comprado para defender Dilma".
Malafaia afirma ainda que Macedo "usa o santo para financiar o profano", ao acusar o bispo Macedo de injetar "bilhões" do dinheiro do dízimo "para promover prostituição, adultério, homossexualismo e sensualidade" - numa referência à programação da TV Record, da qual Macedo é dono.

Edir Macedo para Silas Malafaia

Principal característica do profeta velho é o engano.

Em I Reis 13, encontramos um homem de Deus sendo enganado por aquele que deveria orientá-lo, falar a verdade e guiá-lo no caminho certo.

Temos visto nos últimos dias uma verdadeira demonstração de que o espírito do profeta velho continua atuando e tentando levar as pessoas ao engano.

Veja o que aconteceu com o pastor Silas Malafaia, que iniciou a campanha política apoiando a candidata Marina Silva e depois, usando o argumento frágil de que o partido dela, o PV, apoiava o aborto, mudou de lado e, para justificar que não apoiaria a candidata Dilma, acusou o PT de ser a favor do aborto e apoiar o casamento de homossexuais. Pronto, o caminho estava aberto para, sabe-se lá com que interesse, apoiar o candidato Serra.

Como não há nada escondido que não seja revelado, veio a declaração do próprio Serra, em vários meios de comunicação, de que é favorável ao casamento de homossexuais. E não para por aí não. Explodiu como uma bomba a denúncia de algumas ex-alunas da esposa do candidato, Monica Serra, que ficaram indignadas com a hipocrisia do casal de que, como cristãos, são radicalmente contra o aborto. Inclusive, a Sra. Monica chegou a dizer que se Dilma vencesse, ela iria matar as criancinhas.

Revoltadas, as alunas disseram que em uma aula, muito tempo atrás, a Sra. Monica declarou que havia feito aborto, com o consentimento de seu marido José Serra.

Agora ficam as perguntas: O que fez o pastor Malafaia mudar de lado? Ele vai continuar apoiando o Serra?

Diante desse cenário temos que lembrar o que aconteceu com o homem de Deus (I Reis 13) que seguia o seu caminho e foi levado à morte, enganado pelo profeta velho, porque não guardou a sua fé.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A convicção de pecado

Somente o arrependimento nos levará a Jesus Cristo, que é o único caminho para nossa salvação



O evangelicalismo contemporâneo brasileiro praticamente fez desaparecer a necessidade do pecador se convencer de seu real estado diante de um Deus santo. O tema desapareceu em nossos cultos, e isso pode ser constatado a cada domingo em nossas reuniões evangélicas. As razões que são apresentadas para o pecador se converter passam pelo fim do sofrimento, a conquista da prosperidade econômica, a obtenção de um emprego melhor ou a salvação do casamento – e, até mesmo, a possibilidade de arrumar um novo. Nada se fala da necessidade do homem, sem Deus, reconhecer que é um pecador que vive em inimizade com o Criador, e que, por isso, precisa urgentemente de reconciliação com Deus através da mediação única e exclusiva de Jesus Cristo.
O profeta João Batista, que hoje seria considerado um pregador “muito duro”, disse que sobre todo aquele que rejeitasse o Filho de Deus, a ira do Senhor permaneceria. (João 3.36). Interessante neste texto é o emprego do verbo permanecer (do grego menei). Ou seja, quem rejeitasse Jesus Cristo continuaria sendo alvo da ira de Deus. João reconhece que o homem naturalmente já está debaixo da ira de Deus. Ela é uma realidade presente e não futura, e o homem sem Cristo permanece com esta ira sobre si.
Assim é o verdadeiro estado do homem. Ele é, por natureza, inimigo de Deus. E é dessa inimizade que o pecador precisa se convencer. Sendo inimigo do Senhor, e, portanto, alvo de sua ira, o homem corre um grande perigo de, a qualquer momento, partir deste mundo sem estar em paz com Deus e ter que enfrentá-lo face a face. Ou seja, terá que, como miserável pecador que é, morto em delitos e pecados, enfrentar um Deus santo e justo.
O que precisamso resgatar em nossas igrejas é o conceito de que o homem é um pecador miserável e precisa reconciliar-se com o Senhor. Esta, sim, é sua maior necessidade em vida. Os puritanos nos séculos 17 e 18 tratavam muito seriamente a questão da convicção de pecado. Entendiam que era a porta de entrada para o céu. Acreditavam piamente que um homem que não experimentasse a certeza de que era um terrível pecador não teria do que se arrepender e, assim, jamais chegaria à conclusão de que precisava de Jesus Cristo como seu salvador pessoal. Por esta razão pregavam ardentemente sobre o pecado, a ira de Deus e o estado do homem sem Cristo, na esperança que Espírito Santo tocasse nos corações endurecidos.
O método dos puritanos na evangelização era interessante. Quando pregavam, desejavam ver a necessidade confrontar-se com a impossibilidade. Ou seja, insistiam na necessidade do pecador se arrepender, ao mesmo tempo que também insistiam na impossibilidade do pecador alcançar tal arrependimento por si mesmo. Assim, quando o pecador percebia o abismo em que estava e que o arrependimento era impossível de ser promovido por qualquer esforço próprio, ele se desesperava. Era o momento então de falar da boa notícia – o perdão que está em Cristo Jesus. E da plena e real reconciliação que o Salvador promove entre o pecador e Deus. Os puritanos jamais evangelizavam sem abordar a questão do pecado.
A convicção de pecado é um elemento ausente na pregação contemporânea. Mas não nos esqueçamos que ela que permitiu a Isaías ser comissionado para o ministério profético. “Ai de mim! Sou homem de lábios impuros”, foi seu brado diante do Deus santo. Foi a convicção de pecado que fez estremecer a alma de Martinho Lutero, lançando-o em profunda angústia. Sua pergunta fundamental era: “Como posso encontrar o Deus misericordioso sendo eu tão pecador?”
Foi a convicção de pecado que lançou John Bunyan, autor de O peregrino, nas profundezas do desespero a ponto de invejar a tranqüilidade dos cisnes que povoavam as lagoas da cidade em que morava. Foi tal sentimento também que despertou a comunidade de Enfield, em Connecticut, nos Estados Unidos, a viver uma vida mais santa e consagrada a Deus. Tudo a partir do célebre sermão Pecadores nas mãos de um Deus irado, proferido pelo pastor Jonathan Edwards em 8 de julho de 1741.
Não nos esqueçamos de que uma das declarações mais fundamentais do Novo Testamento é “arrependei-vos e crede no Evangelho” (Marcos 1.15). Ora, só posso crer no Evangelho se primeiro arrepender-me, pois é o arrependimento de meus pecados que me levará a buscar Jesus Cristo, que é a única solução para a minha salvação.
Sejamos, portanto, portadores da boa notícia sem, contudo, abrir mão da má notícia de que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. E a boa notícia é que o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo, nosso Senhor, conforme Romanos 6:23. Uma verdade não pode omitir outra; assim, teremos em nossas igrejas cada vez mais pessoas realmente convertidas, regeneradas pelo sangue do Senhor Jesus. Somente assim faremos diminuir aceleradamente o número de crentes interesseiros e barganhistas que só querem as bênçãos do Mestre, e não o Mestre.