terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FÉ SEM OBRAS OU OBRAS SEM FÉ?

 
A Preocupação de Tiago em escrever sobre esse assunto residia no fato de o Cristianismo estar se tornando, para alguns, um mero sentimento, apenas emoção. Isso também está ocorrendo em nossos dias: o mais importante é sentir, experimentar sensações e fazer afirmações de fé.
             
Você já ouviu falar num teólogo alemão, chamado Dietrich Bonhoeffer? Ele desenvolveu o conceito de “graça barata”, ou seja, um Deus bonachão, tipo Papai Noel, que só faz oferecimentos, deseja todo mundo feliz, risonho, sem que quaisquer exigências sejam feitas. Pensar num Cristianismo sem ação, sem frutos, sem provocar efeitos no mundo é “baratear” a graça de Deus! 
            
 Tiago insiste na necessidade de se viver a Palavra de Deus. E mostra, então, dois tipos de fé: uma útil e uma inútil. Quais são os dois personagens do AT que ele usa como exemplos?
            
Vamos iniciar pensando na fé inútil. Leia os versículos 14 a 20.  Tiago nos mostra que amor implica em prestação de auxílio, ação. Não adianta dizer “que Deus o abençoe” e nada fazer para auxiliar, estando em nosso alcance fazê-lo. Ajudar os necessitados da Igreja não é algo para Deus fazer. É para os próprios crentes fazerem! Não se trata também de auxiliar os outros para subornar Deus comprando seu perdão. É o contrário: Quem provou o amor de Deus deve ajudar seu irmão.
              
 Agora, atente para os versículos 18 e 19. Eles tratam de uma questão preciosa no judaísmo: a unicidade de Deus. Mas Tiago apela: “até os demônios crêem e tremem de medo”.  Veja em Lucas 8 como o endemoninhado gadareno se dirige a Jesus: 
 
Pois bem, crer na unicidade de Deus e aceitar que Jesus é Seu Filho é uma profissão de fé assumida até pelos demônios. Logo, não nos resta outra opção a não ser conhecer e praticar a fé autêntica (leia os vs. 21 a 26).
           
 Aparentemente são dois exemplos opostos: o pai da fé e uma meretriz. O que fez cada um deles?
             
Em Gênesis 12 a 22 lemos as incríveis provas pelas quais Abraão passou, tendo que deixar sua terra e até quase sacrificar seu único filho. Paulo, na sua epístola aos Romanos, capítulo 4, nos diz que Abraão foi justificado pela fé. Não há nenhuma contradição em Tiago quando este diz que a fé de Abraão se tornou perfeita por meio das ações, ou seja: as obras de Abraão aperfeiçoaram sua fé.
  
E Raabe? Lembra-se do que ela fez? Leia Josué 2. Ela escondeu os espiões hebreus que foram enviados a Jericó. Foi então sua obra que a salvou? Não! Sua obra foi conseqüência da sua fé. Eis a declaração de fé dela em Josué 2:11.
             
Raabe creu em Deus, na sua unicidade, no seu poder, por isso AGIU




Um comentário:

  1. Creio que não há melhor texto para ratificar a necessidade de obras como fruto de uma fé verdadeira como o texto de Isaías 58. Vale a lida e o aprendizado.

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